quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

AS REDES SOCIAIS E A APRENDIZAGEM



Maria Lúcia Serafim*

Esta era que se articula como a da sociedade da informação e do conhecimento a que, mais recentemente, se acrescentou a designação de sociedade da aprendizagem se faz pelos desafios advindos com a presença da Internet e com ela as ferramentas que favorecem a criação de diversas redes sociais. Nesta sociedade o professor não é o único transmissor do saber e é chamado a situar-se nestas novas circunstâncias que, por sinal, são bem mais exigentes.
O aluno também já não é mais o receptáculo que absorve toda e qualquer informação proveniente, quase que exclusivamente, de seu professor. Este aluno precisa também aprender a gerir as informações que lhes são chegadas de modo a transformá-las em seu saber. E a escola que congrega estes dois novos componentes, o professor e o aluno da era da informação, comunicação e conhecimento, precisa ser gerida como uma outra escola, ou seja, como organização, ela tem de ser um sistema aberto, pensante e flexível no tocante a si mesmo e a sociedade a qual se insere.
A escola, no contexto social de hoje, apresenta-se bem diferente da escola de alguns anos atrás. Muitas ferramentas têm sido inseridas como material didático-pedagógico e entre elas está o computador. O computador por si só, não contribui significativamente no processo de ensino-aprendizagem, ou seja, ele não substitui o professor, não dá aula simplesmente por se tratar de uma ferramenta de aprendizagem. Mas, em se tratando de sistemas, o computador hoje desempenha muitas funções sociais. Não dá mais para imaginar como seria viver sem o uso desta máquina que está presente em todos os setores sociais. E não poderia ser diferente com a escola. O uso do computador, mas precisamente da Internet, é imprescindível para a escola imersa nesse contexto social.
Embora haja total acordo entre os teóricos da atualidade quanto ao uso do computador na educação, bem como toda a tecnologia que lhe acompanha, em especial os softwares educacionais, ressalta-se que eles não substituem o professor. Mesmo possuindo programas bastante didáticos e levando o aprendiz a ser autônomo com relação ao conteúdo que se deseja aprender, ainda assim, ele não substitui o docente.
Porém, a postura, mais especificamente, a função do educador frente às novas tecnologias da informação e comunicação precisa ser reavaliada e resignificada pois para o mesmo, é oportuno que aprenda a administrar e compreender que a massa estudantil já está se apropriando muito cedo dessas tecnologias, os chamados “nativos digitais”.
A Internet, entre tantas outras tecnologias de comunicação atual, está amplamente difundida e favorece sobremaneira a formação das chamadas redes social. Pessoas de todo o mundo estão conectadas em rede através de sites de relacionamento e compartilham as mais variadas informações e os mais diversos interesses. É incrível a capacidade de ligação entre pessoas que a Internet propicia. Indivíduos que nem ao menos pensariam em conhecer-se, ou porque precisariam transpor até mesmo continentes para isso, ou porque não falam o mesmo idioma, mas na rede mundial de computadores existe a facilidade para superar estes e outros obstáculos.
As redes sociais do ciberespaço formadas a partir de sites sociais vem sendo alvo de estudas em todo o mundo, tais como: educadores, antropólogos, psicólogos, sociólogos entre outros. Elas estão cada vez mais presentes no cotidiano dos indivíduos em suas multiformes: por um site bancário, por sites de relacionamento: Google, Facebook Orkut, Twitter, Windows Live Hotmail, ou seja, por um site qualquer, basta ter uma conta de e-mail.
Já é possível se pensar e evidenciar que a participação de um indivíduo em redes sociais do ciberespaço pode ajudá-lo na aquisição do conhecimento de um dado assunto, seja ele qual for, e o quanto o professor pode aproveitar deste fenômeno social, para enriquecer sua prática pedagógica cotidiana. E neste sentido, é importante que os professores conheçam, se apropriem dos seus conceitos e finalidades e dos softwares usados como ferramentas em sua constituição. E ainda que haja interesse por sua topologia, para poder compreender que todo e qualquer indivíduo que faça uso da Internet e que tenha um serviço de e-mail, está por consequência em rede social no ciberespaço. Então professor? Não dá para ficar fora desta rede humana…


*Professora efetiva da UEPB - Universidade Estadual da Paraíba, Depto de Educação.
(Artigo publicado em 05/05 2012 pelo site: www.educacaoetecnologia.org.br

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

III Colóquio Interdisciplinar de Cognição e Linguagem na UENF


CITI 2012 no IFF


O VII Circuito de Tecnologia da Informaçâo (CITI 2012) tem como objetivo divulgar a produção científica na área de Tecnologia da Informação e Educação buscando proporcionar a disseminação do conhecimento tecnológico. De maneira a obter um ambiente para a troca de experiências e idéias entre profissionais, estudantes e pesquisadores nacionais que atuam em pesquisa científica e tecnológica na área de informática e em áreas correlata.

Para saber mais, clique aqui.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Congresso

Acontece de 26 a 30 de novembro na cidade universitária da UFRJ no Rio de Janeiro o CBIE 2012- Congresso Brasileiro de Informática Educativa, que congrega o SBIE (Simpósio Brasileiro de Informática Educativa) e o WIE (Workshop de Informática na Escola).
Maiores informações pelo site http://www.cbie.org.br/

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Para não perder


Saiba mais aqui

Sistema Gratuito de Comunicação Alternativa para Tablets em Português

O LiVox é o primeiro sistema de comunicação alternativa para tablets totalmente em português do mundo! Desenvolvido por Carlos Pereira na Reamo Beike, o sistema tem ajudado pacientes que não conseguem se comunicar a viverem uma vida mais digna e significativa.

Visite a página aqui.

Mais informação e download do programa: aqui

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Convite aos Educadores

Seminário O professor do ensino Secundário, Normal e Técnico: uma perspectiva histórica

Data: 30/11/2012
Local: PPGE/UFRJ( campus da Praia Vermelha)
Sala de Videos( sala 220 da FAE)

O projeto se destina a estudar a construção da identidade do professor do ensino secundário, normal e  técnico, a partir de um recorte institucional e de uma abordagem comparativa. A partir disso, gerar uma analise comparativa da  constituição dos quadros docentes de algumas instituições de ensino do estado do Rio de Janeiro, distintos momentos históricos e com diferentes recortes temporais. Este é um amplo programa de pesquisa que envolve pesquisadores de varias instituições universitárias do Rio de Janeiro.



Conectados



Saiba mais aqui

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Minicurso de hoje no PTCE:



Blogs Educativos
Horário: 19h às 22h
Professor: Anna Karina Vieira de Azevedo
Ementa: Construção de um blog educativo
Sala da Pos-graduação 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Mesa Redonda: Tecnologias da Informação e Comunicação e os cursos de Licenciatura

Evento da II Semana das Licenciaturas 

Dia 19 de outubro às 13h30min no Auditório Cristina Bastos

Participantes:

Prof. Ms. Luis Cláudio Gomes de Abreu (IF Fluminense)

Profª. Drª. Arilise Moraes de Almeida Lopes (IF Fluminense)
Profª. Drª. Gilmara Teixeira Barcelos Peixoto (IF Fluminense)

Mediadora: Profª. Drª. Silvia Cristina Freitas Batista (IF Fluminense)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

XX Ciclo de Palestras sobre Novas Tecnologias na Educação

O CINTED - Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação da
UFRGS está promovendo o XX Ciclo de Palestras sobre Novas Tecnologias na
Educação nos dias 11 a 14 de dezembro de 2012 .


A chamada de trabalhos está aberta até 31 de outubro de 2012.

A temática desta edição é a seguinte:
Ambientes virtuais de aprendizagem
Aprendizagem ao longo da vida e TIC
Aprendizagem colaborativa apoiada por computador
Aplicações educacionais de mineração de dados e de textos
Avaliação de software educativo
Comunidades virtuais de aprendizagem
Educação a distância
Inclusão digital
Informática na educação especial
Jogos educativos
Métodos e padrões para desenvolvimento de artefatos educacionais digitais
Objetos de Aprendizagem
Projeto e desenvolvimento de objetos de aprendizagem
Realidade Virtual e aumentada na Educação
Redes Sociais na Educação
Repositórios de conteúdo educacional digital
Simuladores no contexto educacional
Tecnologia móvel e ubíqua para a aprendizagem
Teorias educacionais aplicadas à TIC
Usabilidade e acessibilidade de software educativo
Web semântica e ontologias na Educação

Os trabalhos selecionados serão publicados na RENOTE - Revista
Novas Tecnologias na Educação (revista avaliada no sistema Qualis da
CAPES)

Participantes remotos poderão apresentar suas palestras por
videoconferência.

Maiores informações no site http://www.cinted.ufrgs.br/ciclo20/

terça-feira, 9 de outubro de 2012

CONVITE AOS EDUCADORES

 

Sábado dia 27/10/2012, a doutoranda em computação Karen Figueiredo* (que foi aluna de graduação do IFF e já atuo como professora substituta na Informática) irá ministrar,  das 9h às 12h, na sala da pós, a palestra:



Sistemas tutores, agentes inteligentes e descoberta do conhecimento: 
teorias e aplicações da Inteligência Artificial na educação”.

 *Karen da Silva Figueiredo é Mestre em Computação na área de Engenharia de Software pela Universidade Federal Fluminense (2011) e Tecnóloga em Desenvolvimento de Software pelo Instituto Federal Fluminense (2008). Trabalha com pesquisas na área de Tecnologia da Informação e Comunicação na Educação desde 2007, tendo publicado artigos sobre ambientes virtuais de aprendizagem e jogos de caráter educativo. Atualmente é Doutoranda em Computação pela Universidade Federal Fluminense, onde desenvolve pesquisas na área de Inteligência Artificial e Sistemas Multi-Agente, e atua como Tutora de Informática no Laboratório de Novas Tecnologias de Ensino (Lante-UFF) desde 2010.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

DIDÁTICA E O USO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

Márcia Rodrigues dos Santos*


Começo este artigo fazendo um questionamento aos professores:



Será que é possível trabalhar a Didática junto à Tecnologia e tudo que esta representa numa situação de aprendizagem?

Percebe-se que existe certo desconforto quando se fala em didática e prática com o uso de tecnologias em sala de aula. Isso se deve por muitos professores acreditarem que este uso provocará indisciplina e poderá também prejudicar a criatividade e espontaneidade do aluno, e talvez por não dominarem totalmente a arte da tecnologia.

Tudo depende do nosso olhar, da nossa vontade de mudar, de propiciar ao aluno novas maneiras de aprender. Um olhar positivo para uso correto da Tecnologia em sala de aula poderá constatar que ela trará muito mais do que se imagina, seu uso impulsiona a inteligência e cria ambientes favoráveis à aprendizagem. Precisamos quebrar os paradigmas que nos prendem a modelos antigos de educação, já que o objetivo da escola é o desenvolvimento das capacidades físicas, intelectuais e morais dos alunos, ela precisa democratizar o SABER e reconhecer a necessidade que se faz de trazer a Tecnologia para dentro da sala de aula, para dentro de seu planejamento, sendo entendida, assimilada, criticada... não importa, mas sendo usada.

A escola tem que assumir uma postura didática de comprometimento com a Tecnologia, deve assumir uma postura de crescimento, mudança e buscar nela novas formas de fazer a educação, assumir a multifuncionalidade do processo de ensino-aprendizagem e articular suas três dimensões: técnica, humana e política.

Nada adianta programas e mais programas de formação, se o professor não souber usar a Tecnologia como sua aliada e parceira na construção do conhecimento, usá-la como uma ferramenta pedagógica que o auxiliará a ampliar suas capacidades e possibilidades, ela deve ser bem compreendida para ser bem usada, gerar resultados e provocar transformações.

Quanto mais a escola e seus professores protelam a necessidade eminente do uso da Tecnologia, mais distantes vão ficando seus alunos, que lotam lan houses (recordistas em acesso ao Google com 12 milhões de buscas POR DIA), que passam 02 horas em frente ao computador, que sabem manusear qualquer aparelho eletrônico como se tivessem escrito o manual de instruções destes. 

Respondam-me com sinceridade: algum de vocês já conseguiu que um aluno estudasse 02 horas por dia ou que em toda vida escolar dele, fizesse 12 milhões de perguntas?

Segundo o dicionário Wikipédia, na internet, a palavra didática (didáctica) vem da expressão grega Τεχνή διδακτική (techné didaktiké), que se pode traduzir como arte ou técnica de ensinar. Tecnologia, por sua vez, (vem do grego τεχνη — "ofício" e λογια — "estudo") é um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento.

Se juntarmos as duas, poderemos ter a seguinte definição: Didática e Tecnologia: arte de ensinar com conhecimento técnico e científico. 

Essa é a função do professor, ensinar de forma técnica, com conhecimento e apropriação dos seus objetivos... Essa também é a função da escola e da educação, propiciar ao aluno, um mundo de possibilidades, um mundo de conhecimentos, no qual não existem fronteiras, um mundo que pode se transformar a cada “clique”.

Cabe a você, educador, essa mudança de conceitos e definições. Faça. Mude. Proporcione. Transforme.


* Especialista em Psicopedagogia, Consultora- Pedagógica Sênior da Vitae Futurekids, Profª Universitária. 
(Publicado em 2009 pelo site: http://www.planetaeducacao.com.br)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

IMPRESS - Mais poder para sua apresentações

O Impress é uma ferramenta desenvolvida para a criação de apresentações multimídia. Suas apresentações podem ser enriquecidas com imagens 2D e 3D, efeitos especiais, estilos de transição, animações e ferramentas de desenho que causam alto impacto.

Os Slides Mestres simplificam a tarefa de preparar seu trabalho. Com isso, você economiza tempo.

Enquanto estiver montando sua apresentação, você pode visualizar seus slides de diferentes formas, tais como, Normal (para a edição de forma geral), Estrutura de Tópicos (para organização e delinear o conteúdo do texto), Notas (para visualizar e editar notas atreladas ao slide), Folheto (para produção de documento baseado no material), e Classificador de Slides (para uma visão em miniatura da imagem do slide, que permite sua rápida localização).

Quando chega o momento da apresentação de seu trabalho, você tem a poderoso modo de Slide Show, que permite total controle de como seus slides serão apresentados, proporcionando a você uma melhor atenção com o seu público (os slides podem ser apresentados: manual, transição temporizada, apontador visível ou invisível, navegação visível ou invisível). 

O Impress suporta múltiplos monitores, e a extensão Presenter Console proporciona um controle melhor sobre a sua apresentação de slides, como a capacidade de ver o próximo slide, ver a notas de seu slide e controlar o tempo de apresentação, enquanto a plateia está olhando o slide atual. 

Esta ferramenta possui uma variedade de recursos que facilitam a utilização da ferramenta de desenho e diagramação, que adicionam estilo e sofisticação à sua apresentação. 

Você pode organizar as ferramentas mais utilizadas em torno da tela, prontas para o acesso com um único clique. Aproveite a caixa de “Estilo e Formatação”, para colocar todos os seus estilos gráficos a apenas um clique de distância. 

Torne suas apresentações vivas e reais, com o show de animações e efeitos. A ferramenta FontWorks permite que você crie imagens e textos em 2D e 3D. Impress permite que você construa e controle cenários em 3D, incorporando uma grande variedade de objetos e componentes. 

Pode salvar sua apresentação em formato ODF, o novo padrão internacional para a criação de documentos. O formato é baseado em XML, o que significa que seus arquivos podem ser abertos pelos destinatários que não são usuários do LibreOffice: sua apresentação deve estar acessível a qualquer software compatível com o ODF. 

Você pode abrir arquivos do Microsoft PowerPoint, e salvar seu trabalho no formato do PowerPoint para as pessoas que ainda utilizam o produto da Microsoft. Alternativamente, você pode exportar as apresentações em Flash (.swf).


3ª. EDIÇÃO DA MOSTRE-SE 2012


CLICK NA IMAGEM

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

CONVITE AOS EDUCADORES



As pessoas interessadas devem enviar um e-mail confirmando a presença para Alynne Faria Reis Siqueira <alynne.siqueira@estacio.br>



terça-feira, 18 de setembro de 2012

NOSSOS CURSOS

MINICURSOS PTCE
      Data                                                   Ministrantes                                      Curso
30/10 – Terça-feira
9h às 12h:
Samara Tavares e
Luiz Gustavo Silva
Impress
19h às 22h:
Anna Karina Oviedo
Informática na Sala de Aula
31/10 – Quarta-feira
 9h às 12h:
Jonas Defante Terra
Moodle
14h às 17h
Anna Karina Oviedo
Silvia Batista
Elaboração de Blogs
19h às 22h:
Gabriel Carneiro e
Pedro Canholato
Writter
01/11 – Quinta-feira
 9h às 12h:
Samara Tavares e
 Luiz Gustavo Silva
Writter
14h às 17h:
Jonas Defante Terra
Moodle
06 /11 -  Terça-feira
 9h às 12h:
Gilmara Barcelos e
Silvia Batista
Prezi
19h às 22h:
Gustavo Oviedo
Vídeos
07/11– Quarta-feira
14h às 17h:
Isabela Campos e
Caio Medina
Impress
19h às 22h:
Anna Karina Oviedo
Silvia Batista
Elaboração de Blogs
08/11 – Quinta-feira
 9h às 12h:
Gustavo Oviedo
Vídeos
14h às 17h:
Anna Karina Oviedo
Informática na Sala de aula
14/11 – Quarta-feira
14h às 17h:
Gilmara Barcelos e
 Silvia Batista
Prezi

TECNOLOGIA ATRAI ALUNOS, DIZ ESPECIALISTA



A introdução dos tablets nas salas de aula é inevitável e pode servir para atrair a atenção dos alunos para o conteúdo acadêmico, mas é preciso dar especial atenção à adequação da linguagem para a nova plataforma e à formação dos professores.
A opinião é da coordenadora executiva de projetos da Escola do Futuro, do núcleo de pesquisas da Universidade de São Paulo (USP), Samantha Kutscka. Em entrevista ao Correio, a especialista, que investiga novas tecnologias aplicadas à área de Educação, afirma ser necessário transformar o método de ensino para se obterem resultados. Investir apenas na mudança da mídia, de acordo com ela, não traria progresso algum. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

A senhora acredita nessa ideia de que o lápis, a caneta e o papel vão desaparecer das Escolas?
Samantha Kutscka: Não vejo a possibilidade de isso acontecer. Não preparamos o aluno para um mundo de certeza, claro. Mas, hipoteticamente falando, se uma instituição ficar sem energia ou houver algum evento complexo envolvendo os aparelhos, o lápis e o papel vão ser a solução. Acredito que eles não vão deixar de existir nunca. Também há um processo de desenvolvimento da cognição, onde você ensina a criança a escrever com a mão.
Nesse caso, você não vai alfabetizar alguém com um tablet. Se usarmos um exemplo atual, você vai ver que ninguém deixou de fazer conta com a mão porque apareceu a calculadora. Há nove anos, quando entrei na Escola do Futuro, havia uma resistência dos professores em usar o computador. Não é diferente hoje. Podemos esperar isso a partir da introdução de qualquer nova tecnologia nas Escolas.

E quanto ao desvio da finalidade do aparelho, quanto à possibilidade de dispersão por parte do aluno. É realmente um risco que se corre?
Samantha Kutscka: Acredito fortemente que o papel do professor não deixa de existir, ele simplesmente muda. Os pais têm, realmente, uma preocupação com a relação do filho e a tecnologia. O professor, por sua vez, com a dispersão do aluno. Mas, hoje, a maioria dos pais trabalha fora e os filhos, quando não estão sob o olhar deles, ficam sujeitos a diversos conteúdos. Não tem como fiscalizar, policiar em 100% do tempo.
Tirando a censura, não tem o que fazer. Nesse sentido, acredito que a orientação do professor surge como algo fundamental. Ele deve apresentar conteúdos, mostrar o que deve e o que não deve ser acessado, afinal, a censura não agrega nada. Ela apenas aguça, atrai a pessoa para o proibido.

A senhora acredita que pode haver um agravamento do desnível entre as Escolas públicas e as particulares, uma vez que essas últimas vêm incorporando primeiro esses aparelhos?
Samantha Kutscka: Esse desnível sempre existiu em praticamente tudo. As Escolas privadas acabam sendo mais pioneiras nessa área de tecnologia, principalmente porque têm recursos. Seria incoerente dizer que isso não acontece. Agora, a capacidade de aprender do aluno de uma Escola pública é a mesma da de um de uma Escola particular.
Tudo depende de como você ensina. O governo tem capacidade de fazer algo bem melhor que uma Escola particular, afinal ele é um, digamos, polvo com milhões de tentáculos, enquanto uma Escola particular está sozinha ou pertence a uma rede. É necessário apenas fazer.
E a capacitação dos professores, a senhora acredita que realmente esse é um desafio?
Samantha Kutscka: Sim, porque as gerações são diferentes e, por isso, entendem a tecnologia de forma diferente. Existe certa resistência, mas ela passa. A formação do professor começa com uma quebra de paradigma, pois não se trata apenas de mostrar ao profissional como usar o aparelho, mas de fazê-lo reconhecer potenciais pedagógicos naquilo.
Incorporando uma nova tecnologia, você acaba agregando mais trabalho ao educador e ele, normalmente, não está satisfeito com a remuneração que recebe. Então, nesse caso, você deveria incluir uma bonificação, um estímulo a esses professores.

Vem se falando também da insegurança que andar com um aparelho de alto custo pode trazer ao aluno. O que a senhora pensa sobre isso?
Samantha Kutscka: Acho que pode ser um risco sim, mas não tenho uma opinião sólida sobre o assunto. Acredito que, quando a tecnologia se popularizar, os preços irão cair e talvez não fique tão perigoso andar com o tablet. Pensar nisso no âmbito das Escolas públicas depende da aplicabilidade, afinal, ainda não sei se o aparelho vai sair da Escola ou não vai. De toda forma, não acredito que os assaltantes vão se apoderar dos entornos das Escolas como um alvo primário. Afinal, hoje vejo muitos alunos de Escolas particulares carregando notebooks, smartphones.

Quais são as maiores vantagens em usar esses aparelhos nas Escolas?
Samantha Kutscka: Atratividade. Esse é o grande diferencial. Uma questão muito complexa é que as pessoas não aprendem da mesma forma. Por isso, quando você tem um conteúdo multimídia, você tem possibilidades maiores e melhores de transmitir um conteúdo de várias formas.

E qual a grande preocupação na introdução desses aparelhos no ambiente Escolar?
Samantha Kutscka: Adequar a linguagem e formar o professor. O que você não pode fazer é simplesmente transformar um livro impresso para digital. O conteúdo deve ser repensado, você tem que aproveitar o potencial daquela plataforma. No caso de livros, você tem praticamente que os recriar. Sabemos, por experiência, que não adianta apenas trocar a mídia para que o aluno assimile o conteúdo.

Fonte: Correio Braziliense (DF)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

DATA DOS NOSSOS CURSOS

MINICURSOS PTCE
      Data                                                   Ministrantes                                      Curso
30/10 – Terça-feira
9h às 12h:
Samara Tavares e
Luiz Gustavo Silva
Impress
19h às 22h:
Anna Karina Oviedo
Informática na Sala de Aula
31/10 – Quarta-feira
 9h às 12h:
Jonas Defante Terra
Moodle
14h às 17h
Anna Karina Oviedo
Silvia Batista
Elaboração de Blogs
19h às 22h:
Gabriel Carneiro e
Pedro Canholato
Writter
01/11 – Quinta-feira
 9h às 12h:
Samara Tavares e
 Luiz Gustavo Silva
Writter
14h às 17h:
Jonas Defante Terra
Moodle
06 /11 -  Terça-feira
 9h às 12h:
Gilmara Barcelos e
Silvia Batista
Prezi
19h às 22h:
Gustavo Oviedo
Vídeos
07/11– Quarta-feira
14h às 17h:
Isabela Campos e
Caio Medina
Impress
19h às 22h:
Anna Karina Oviedo
Silvia Batista

           Elaboração de Blogs
08/11 – Quinta-feira
 9h às 12h:
Gustavo Oviedo
Vídeos
14h às 17h:
Anna Karina Oviedo
Informática na Sala de aula
14/11 – Quarta-feira
14h às 17h:
Gilmara Barcelos e
 Silvia Batista
Prezi

terça-feira, 11 de setembro de 2012

OBJETOS DE APRENDIZAGEM A SERVIÇO DO PROFESSOR



LO é a sigla que pode transformar para melhor a forma de ensino-aprendizagem em sala de aula. Abreviatura de “learning objects” ou, em português, objetos de aprendizagem, a tecnologia já possui boas iniciativas nessa área em escolas do Brasil e do mundo, com resultados promissores.
A boa notícia é: professores continuam sendo os protagonistas. Nada de substituí-los por máquinas nem relegá-los a papéis coadjuvantes. Ao contrário, com os objetos de aprendizagem os docentes passam a ter uma ferramenta poderosíssima para transformar o aprendizado em um grande prazer para os alunos.

Para desvendar esse mundo e descobrir como eles são úteis no dia-a-dia, batemos um papo com César Nunes, educador que está desenvolvendo o projeto Objetos de Aprendizagem na Escola do Futuro da USP.

Também conversamos com Alexandre Gallota, que é o especialista em técnicas e processo de orientação desse projeto.

1. Quais as principais vantagens para o aluno em usar objetos de aprendizagem? 
Nunes: No processo de aprendizagem os alunos passam por várias etapas: relacionam novos conhecimentos com os que já sabiam, fazem e testam hipóteses, pensam onde aplicar o que estão aprendendo, expressam-se por meio de várias linguagens, aprendem novos métodos, novos conceitos, aprendem a ser críticos sobre os limites de aplicação dos novos conhecimentos, etc. A vantagem dos objetos de aprendizagem é que, quando bem escolhidos, podem ajudar em cada uma dessas fases. Existem objetos de aprendizagem muito bons para motivar ou contextualizar um novo assunto a ser tratado, outros ótimos para visualizar conceitos complexos, alguns que induzem o aluno a certos pensamentos, outros ideais para uma aplicação inteligente do que estão aprendendo ... Quando os objetos são interativos, consegue-se que o aluno tenha um papel bastante ativo. Permite-se ainda que o aluno se aproprie do objeto e o utilize inserindo em seus próprios trabalhos para comentários, ilustrações, críticas etc, e assim consegue-se uma aprendizagem ainda mais significativa. 
Gallotta: Os objetos de aprendizagem permitem a construção de contextos digitais para os conteúdos que serão explorados. Esses contextos fazem uso de uma série de ferramentas midiáticas, tais como música, desenhos, gráficos, simulações, jogos etc. A contextualização permite aos alunos traçar mais facilmente uma relação entre determinado conteúdo e suas aplicações práticas e enxergar a interdependência das várias disciplinas. Uma fórmula de física, por exemplo, deixa de ser uma seqüência de variáveis, operações e números e passa a ser a base para uma atividade cotidiana representada pelo objeto. O aluno de hoje sofre um intenso bombardeio de informações digitais, é um ambiente que ele entende muito bem, nada mais natural do que se utilizar desse mesmo ambiente para incorporar conteúdo e conhecimento. 

2. Quais os benefícios dos objetos de aprendizagem para o professor? 
Nunes: Para o professor o processo é semelhante ao do aluno. Se o professor tem à sua disposição uma grande quantidade de objetos, dos mais diferentes tipos, ele pode planejar suas aulas fazendo uso deles, conseguindo maior flexibilidade para se adaptar ao ritmo e ao interesse dos alunos, mantendo seus objetivos de ensino. 
Gallotta: Além de encapsular um determinado conteúdo em si, o objeto de aprendizagem é uma ferramenta que permite ao professor chegar mais facilmente no mundo de interesse dos alunos. É uma nova forma de transmissão do conhecimento, mais colaborativa e com maior interação do aluno. A passagem do conhecimento deixa de ser unilateral e o aluno passa a ter um papel mais ativo no processo. 

3. Como é feita a preparação dos professores para o uso de objetos de aprendizagem? 
Nunes: Basicamente o que se faz é discutir os processos de ensino e aprendizagem e o quanto a disponibilidade de recursos dos mais diferentes tipos pode trazer de flexibilidade e ganhos na aprendizagem dos alunos. Essa preparação não é fácil pois existe uma certa acomodação por parte de alguns professores que seguem seqüências didáticas pré-determinadas ou propostas em livros. No caso dos objetos de aprendizagem o trabalho está em pensar nos objetivos de aprendizagem a serem alcançados e a partir deles, planejar atividades com o uso dos novos recursos. Logicamente, os objetos de aprendizagem são um recurso a mais. Em alguns casos eles não são a melhor pedida. Em outros, são ideais. É o professor quem decide. 
Gallotta: Existem várias formas de utilização de objetos de aprendizagem no ensino, bem como existem vários tipos de objetos de aprendizagem. O ponto básico da preparação do professor é que ele deve ser capacitado para utilizar todos os recursos da tecnologia computacional como uma ferramenta. Além dessa capacitação básica é necessário prepará-lo para as novas demandas da nova geração. O professor tem que entender que o nível de exigência e de exposição dos alunos às novas tecnologias é muito maior do que o dele. Portanto deve se reciclar para conseguir se comunicar com a nova geração digital. 

4. Os objetos de aprendizagem estão sendo empregados na prática? 
Nunes: Eles estão sendo empregados, mas ainda não com todo seu potencial. Primeiro, seria necessário que tivéssemos mais objetos à disposição. Alguns países como o Canadá tem iniciativas governamentais bastante sérias de “popularizar” repositórios de objetos de aprendizagem para incentivar seu uso. Depois, o fato de ter esses objetos de aprendizagem à disposição precisa ser acompanhado de uma nova abordagem pedagógica na qual o aluno tem um papel ativo em encontrar, criticar, recombinar, modificar e mesmo criar novos objetos. 
Gallotta: Existem algumas experiências brasileiras de desenvolvimento de objetos e de utilização deles na educação. Porém ainda existem poucos objetos públicos disponíveis e é necessária a criação de uma massa crítica de objetos para que se expanda a sua utilização efetiva. A iniciativa Parceiros na Aprendizagem da Microsoft tem apoiado esse projeto de médio prazo no Brasil. 

5. Os objetos de aprendizagem podem ser criados para auxiliar todas as disciplinas? 
Nunes: Sim. Não existe prescrição. Alguns deles são bastante flexíveis e podem ser utilizados em muitos casos. Por exemplo, as chamadas “ferramentas de pensamento” do tipo objetos que permitem gerar mapas conceituais, classificadores, diagramas causa-efeito etc. Eles são “objetos pré-prontos”. Os alunos é que inserem o conteúdo para terminá-los e disponibilizar na Internet suas versões pessoais. Isso permite que o professor proponha trabalhos bastante significativos, uma vez que parte dos interesses e contextos dos próprios alunos. 
Gallotta: Sem nenhuma restrição. 

6. Existe alguma disciplina em que os objetos são especialmente recomendados? 
Nunes: Os objetos são flexíveis. Por exemplo, imagine um objeto onde o aluno pode explorar o ciclo de vida de uma estrela. A estrela nasce, vive e morre em um período de milhões ou bilhões de anos. O aluno pode visualizar esse processo através de linhas do tempo, inclusive relacionando as escalas temporais com a da formação dos planetas, do próprio universo, ou do surgimento da vida. Pode também usar classificadores para entender que tipo de matéria ou partículas existem em cada momento. Para isso pode também ver como são as reações através de simuladores. Os níveis de explicação podem ser bastante diferentes, ora voltados ao ensino básico, ora ao ensino superior. Todas as possibilidades podem ser cobertas a partir da combinação de objetos de aprendizagem. Quando se pensa em objetos de aprendizagem do tipo “simulação”, alguns processos são bastante apropriados para o uso dessa mídia: movimentos que obedecem leis como as da física, interação entre agentes como nos sistemas ecológicos, relações de causa e efeito que se modificam conforme a alteração das condições iniciais ou das relações entre as diversas partes, como nas condições de meio ambiente etc. 
Gallotta: Eles são mais facilmente adaptados às disciplinas que se utilizem bem de simulações de eventos, tais como Física, Matemática e Química. Porém todas as disciplinas podem se utilizar de objetos. Por exemplo, podemos criar objetos que façam uso extensivo de vídeo, música, mapas e histórias para o ensino de Geografia e História, além de objetos com jogos de regras gramaticais. 

7. O uso de objetos de aprendizagem é indicado para todas as idades? 
Nunes: Não existe receita. Como a idéia por trás dos objetos de aprendizagem é trazer flexibilidade ao processo de ensino, a adequação depende dos objetivos do professor e como ele monta as atividades que fazem uso dos objetos. Muitas vezes ele pode propor o uso de um objeto complexo mas com uma atividade simples. 
Gallotta: O conceito é utilizável em qualquer faixa etária a partir da idade em que a criança consiga interagir com um computador. Eu diria que os pré-adolescentes, adolescentes e pós-adolescentes (7 a 17) constituem um público muito propício. 

8. Existe alguma restrição no uso dos objetos? 
Nunes: O uso dos objetos conforme comentado antes, acontece dentro de atividades previstas pelos professores. Os objetos devem ser escolhidos de maneira correspondente à atividade. Por exemplo, uma atividade para levantar concepções dos alunos de maneira colaborativa pode – quase sempre – prescindir do uso de objetos de aprendizagem. Mesmo nesse caso tenho exemplos de objetos que seriam adequados. O ideal é que o professor seja criativo, saiba planejar bem essas atividades e saiba encontrar os objetos mais adequados. 
Gallotta: O objeto não deve ter a pretensão de substituir o professor nem a de cobrir determinado conteúdo de forma autodidata. Deve ser visto como ferramenta de apoio ao ensino de conteúdos e para permitir uma comunicação mais direta entre aluno e professor. 

9. O uso de objetos de aprendizagem em escolas públicas seria determinante para melhorar a qualidade no ensino? 
Nunes: Se o uso dos objetos for feito da maneira como se faz no LabVirt (USP), onde os alunos são também criadores de objetos de aprendizagem, claramente a melhoria da qualidade no ensino e aprendizagem é enorme. Isso acontece porque esse projeto envolve alguns dos conceitos que se tornaram paradigmáticos no mundo atual: o aluno participa ativamente da construção do seu próprio conhecimento e do conhecimento coletivo; envolve processos colaborativos numa comunidade de aprendizagem; permite que os alunos trabalhem com problemas abertos onde escolhem os assuntos e definem o nível em que são capazes de desenvolver; fazendo uso das novas mídias têm motivação e se preparam para a vida digital etc. 
Gallotta: Com certeza é uma ferramenta importante para diminuir a diferença entre algumas escolas públicas e escolas particulares, e promover a inclusão digital mais ampla. 

10. Que experiências inovadoras estão sendo feitas em nível mundial? 
Nunes: O Canadá tem investido em repositórios de objetos de aprendizagem e o projeto EduSource é um bom exemplo. O uso de objetos de aprendizagem é muito bem discutido no projeto europeu Learning Networks. Cursos onde alunos de ciência da computação, artes e pedagogia produzem objetos de aprendizagem podem ser vistos no projeto Trails. 
Gallotta: O Canadá, a Hungria e os Estados Unidos possuem iniciativas interessantes no desenvolvimento de objetos de aprendizagem. Porém boa parte das iniciativas são comerciais e, portanto, distantes do ensino público. As iniciativas brasileiras, MEC (Rived) e USP (LabVirt-LOF) podem ser consideradas best practices mundiais. Nós, da Microsoft, em parceria com várias universidades e instituições de ensino, pretendemos, nos próximos dois anos, consolidar o Brasil na condição de um dos líderes mundiais na produção e pesquisa de objetos de aprendizagem de caráter público.


(Publicado em: 19 de Novembro de 2004 |  www.microsoft.com/brasil/educacao)