quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

MOOC -Massive Open Online Course


Pessoas de todo o mundo já entenderam que para se destacar no mercado de trabalho, na economia moderna, é preciso que a capacidade de pensar, raciocinar, calcular e produzir seja mais desenvolvida do que nunca.

A procura por conhecimento atingiu ao um alto nível e tem por tendência aumentar. Segundo pesquisas feitas no Estados Unidos, a dívida do credito educativo é estimada em 1 Trilhão de Dólares.

Com base nesses paradigmas, surgiram diversas iniciativas, pagas ou gratuitas, que têm como objetivo atingir parte da sociedade que muitas vezes não consegue ser atendida pela educação.

Com base nesse raciocínio, grandes instituições acadêmicas americanas e grandes elites universitarias como MIT, Harvard , Princeton, Stanford, entre outras, estão se unindo para criar plataformas de cursos a distância para as massas, conhecidos como MOOC (Massive Open Online Course). Cerca de 219 cursos de nível universitário on-line foram abertos gratuitamente, em 2011.

Um MOOC é um curso on-line que visa o acesso em grande escala de participação e de forma aberta por meio da Web.

A origem dos MOOCs é o sentido de cooperação, de modo que, além de utilizar conteúdos já disponíveis gratuitamente na Web, a parte produzida é compartilhada pelos próprios participantes com post em blogs e fóruns de discussão.

Segundo McAuley, Stewart, Siemens e Cormier, em  Massive open online courses: digital ways of knowing and learning, o MOOC se constrói pelo envolvimento ativo dos alunos que auto-organizam sua participação em função de seus objetivos de aprendizagem, conhecimentos prévios e interesses comuns. Dessa forma possuem pouca estrutura quando comparado com cursos normais, que já começam com o conteúdo e as atividades prontas.

Sendo assim, os MOOCs redefinem a estrutura do curso, uma vez que a responsabilidade de ensino não se encontra somente nas "mãos" do professor, sendo distribuída por toda classe.

Isso tudo possibilita uma educação on-line interativa e colaborativa, com basto custo e em larga escala, o que para muitos parecia impossível.

Mas, há também muitos problemas e desafios a serem superados, como a falta de estrutura e objetivos de aprendizagem, o que pode gerar, por exemplo, um sentimento de falta de orientação. 

No Brasil, o MOOC foi dinamizado por Paulo Simões (Portugal) e João Mattar (Brasil), no dia 15/10/2012, quando foi iniciado oficialmente o primeiro Massive Open Online Course (MOOC) em língua portuguesa, o MOOC EaD. 


O MOOC EaD é apoiado pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD), da PUC-SP, e pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED). 



Para outras informações acesse: joaomattar.com/blog/2012/03/24/mooc/







quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

XI Encontro Nacional de Educação Matemática



                              Para mais informações acesse :  http://enem2013.pucpr.br/

Por uma nova forma de ensinar


Não existe um modelo padrão de ensino. Cada escola deve se organizar para atender seus alunos. Quem defende a ideia é o educador José Pacheco que , por mais de 30 anos, dirigiu a inovadora Escola da Ponte , em Portugal , onde o aprendizado é pautado pela confiança entre estudante e professor: não há sala de aulas tradicionais , grade curricular ou provas. Os bons resultados da instituição dão a Pacheco autoridade para questionar o método de ensino atual. Na era das redes sociais,  ele defende o compartilhamento do conteúdo escolar pelos alunos, levando a uma construção coletiva do saber. O educador também classifica como "miserável" a formação dos professores no Brasil. 


— Nada acontece de diferente quando a teoria antecede a prática. É preciso uma ruptura com os modelos convencionais, em busca de uma nova escola, que se organize em torno dos valores que unem as pessoas atendidas. A escola não é um edifício, mas um espaço social — comenta o português, que participará do Conecta, evento sobre novas tecnologias e educação, que ocorre quarta e quinta-feira, no Rio.


   José Pacheco é um dos idealizadores da Escola da Ponte, na pequena Vila das Aves, a 30 quilômetros do Porto. Na instituição, os alunos se agrupam de acordo com sua área de interesse. Não há divisão por séries. Monitorados por professores, o estudante faz seu plano de metas baseado no conteúdo sugerido pelo Ministério da Educação. A metodologia ganhou fama global. Encantado, o escritor e educador Rubem Alves escreveu trabalhos como “A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir” (2003).



O educador português José Pacheco

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

AS REDES SOCIAIS E A APRENDIZAGEM



Maria Lúcia Serafim*

Esta era que se articula como a da sociedade da informação e do conhecimento a que, mais recentemente, se acrescentou a designação de sociedade da aprendizagem se faz pelos desafios advindos com a presença da Internet e com ela as ferramentas que favorecem a criação de diversas redes sociais. Nesta sociedade o professor não é o único transmissor do saber e é chamado a situar-se nestas novas circunstâncias que, por sinal, são bem mais exigentes.
O aluno também já não é mais o receptáculo que absorve toda e qualquer informação proveniente, quase que exclusivamente, de seu professor. Este aluno precisa também aprender a gerir as informações que lhes são chegadas de modo a transformá-las em seu saber. E a escola que congrega estes dois novos componentes, o professor e o aluno da era da informação, comunicação e conhecimento, precisa ser gerida como uma outra escola, ou seja, como organização, ela tem de ser um sistema aberto, pensante e flexível no tocante a si mesmo e a sociedade a qual se insere.
A escola, no contexto social de hoje, apresenta-se bem diferente da escola de alguns anos atrás. Muitas ferramentas têm sido inseridas como material didático-pedagógico e entre elas está o computador. O computador por si só, não contribui significativamente no processo de ensino-aprendizagem, ou seja, ele não substitui o professor, não dá aula simplesmente por se tratar de uma ferramenta de aprendizagem. Mas, em se tratando de sistemas, o computador hoje desempenha muitas funções sociais. Não dá mais para imaginar como seria viver sem o uso desta máquina que está presente em todos os setores sociais. E não poderia ser diferente com a escola. O uso do computador, mas precisamente da Internet, é imprescindível para a escola imersa nesse contexto social.
Embora haja total acordo entre os teóricos da atualidade quanto ao uso do computador na educação, bem como toda a tecnologia que lhe acompanha, em especial os softwares educacionais, ressalta-se que eles não substituem o professor. Mesmo possuindo programas bastante didáticos e levando o aprendiz a ser autônomo com relação ao conteúdo que se deseja aprender, ainda assim, ele não substitui o docente.
Porém, a postura, mais especificamente, a função do educador frente às novas tecnologias da informação e comunicação precisa ser reavaliada e resignificada pois para o mesmo, é oportuno que aprenda a administrar e compreender que a massa estudantil já está se apropriando muito cedo dessas tecnologias, os chamados “nativos digitais”.
A Internet, entre tantas outras tecnologias de comunicação atual, está amplamente difundida e favorece sobremaneira a formação das chamadas redes social. Pessoas de todo o mundo estão conectadas em rede através de sites de relacionamento e compartilham as mais variadas informações e os mais diversos interesses. É incrível a capacidade de ligação entre pessoas que a Internet propicia. Indivíduos que nem ao menos pensariam em conhecer-se, ou porque precisariam transpor até mesmo continentes para isso, ou porque não falam o mesmo idioma, mas na rede mundial de computadores existe a facilidade para superar estes e outros obstáculos.
As redes sociais do ciberespaço formadas a partir de sites sociais vem sendo alvo de estudas em todo o mundo, tais como: educadores, antropólogos, psicólogos, sociólogos entre outros. Elas estão cada vez mais presentes no cotidiano dos indivíduos em suas multiformes: por um site bancário, por sites de relacionamento: Google, Facebook Orkut, Twitter, Windows Live Hotmail, ou seja, por um site qualquer, basta ter uma conta de e-mail.
Já é possível se pensar e evidenciar que a participação de um indivíduo em redes sociais do ciberespaço pode ajudá-lo na aquisição do conhecimento de um dado assunto, seja ele qual for, e o quanto o professor pode aproveitar deste fenômeno social, para enriquecer sua prática pedagógica cotidiana. E neste sentido, é importante que os professores conheçam, se apropriem dos seus conceitos e finalidades e dos softwares usados como ferramentas em sua constituição. E ainda que haja interesse por sua topologia, para poder compreender que todo e qualquer indivíduo que faça uso da Internet e que tenha um serviço de e-mail, está por consequência em rede social no ciberespaço. Então professor? Não dá para ficar fora desta rede humana…


*Professora efetiva da UEPB - Universidade Estadual da Paraíba, Depto de Educação.
(Artigo publicado em 05/05 2012 pelo site: www.educacaoetecnologia.org.br